Arquivos do mês: setembro 2014

Correr e viajar, um equilíbrio sustentável

Correr e viajar, um equilíbrio sustentável

Por Vitor Gonçalo Seravalli

Minha opção pelas corridas de rua é uma das maneiras com que busco uma vida mais sustentável.
Isso significa que o maior objetivo está mais relacionado com saúde, lazer, e com aspectos sociais e ambientais, do que com performance e recordes. Enfim, a grande prioridade está mesmo no valor agregado à qualidade de vida.

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Visão Estratégica para a Sustentabilidade

Visão Estratégica para a Sustentabilidade
Por Vitor Seravalli

Há algum tempo, fui convidado para fazer a abertura de um evento sobre sustentabilidade empresarial, e minha missão seria desenvolver um posicionamento sobre o impacto das crises econômicas nos investimentos em iniciativas relacionadas com sustentabilidade.

Estávamos todos vivendo uma crise econômica global, que após diversos meses ainda fazia estragos. E a grande prioridade da maioria das empresas se resumia à sua própria sobrevivência.
Quando refleti sobre qual seria a abordagem, obviamente, o primeiro impulso foi contar o meu caso. Sim, minha empresa também sentia os reflexos da tal crise, e isso ficava latente quando eu contatava potenciais clientes sobre novas propostas de projetos.

As primeiras palavras eram sempre muito simpáticas, valorizando os aspectos e as propostas em si. Porém, o final da conversa não levava a nada de concreto. O projeto permaneceria na lista de ações futuras da empresa, mas o momento materializava uma crise, e embora o tema fosse sustentabilidade, havia outra sustentabilidade mais urgente naquele momento.

Iniciativas de sustentabilidade seriam sempre muito desejáveis e bem-vindas, mas a situação crítica daquela fase exigia foco no curto prazo, para o próprio bem do longo prazo.
Embora o exemplo fosse bem real, eu sabia que somente esta evidência seria insuficiente para ilustrar minha apresentação. Um posicionamento público necessitaria, logicamente, de mais dados.
E, após uma profunda pesquisa, foram localizadas algumas informações muito importantes, tanto no âmbito nacional como internacional.

Matérias publicadas pelas revistas Exame e The Economist, e estudos de organizações como Instituto IBM e Deloitte, esclareceram fatos que até então, apesar de bastante óbvios, nunca haviam sido tão evidenciados.

Os estudos possuíam formas específicas de abordagem, com muito mais detalhes do que eu buscava compreender, porém uma informação compunha um posicionamento comum. E isso contribuiu para o esclarecimento de algo que, talvez ainda hoje, não seja compreendido adequadamente por um número considerável de empresários.

Sumariamente, os estudos mostravam que, para um grupo importante de empresas, mesmo em tempos de crise, os investimentos em iniciativas que abordam algum tema relacionado com o que conhecemos por sustentabilidade, não diminuem.

Evidentemente, refiro-me às empresas que incluem formalmente a sustentabilidade em suas estratégias de negócios.

Aliás, estas são as empresas que, atualmente, se diferenciam em seus mercados de atuação e que, em boa parte dos casos, os lideram.
E mais surpreendente ainda é perceber que justamente durante as crises, essas organizações investem mais do que o habitual em sustentabilidade.

E por que elas agem assim?

Querem se diferenciar de seus concorrentes, querem ingressar em mercados novos que exigem rígidos requisitos de sustentabilidade, querem buscar soluções que reduzam seus custos, querem mostrar a seus acionistas uma perspectiva de perenidade, e que estarão presentes no futuro, mesmo que este se mostre incerto para a maioria das organizações. Enfim, estas empresas já entenderam que sua sustentabilidade depende de uma competência valiosa e essencial.

O tempo passou, e as crises persistem.

Mas, cada vez mais, torna-se um diferencial competitivo a incorporação desta competência que integra: visão sistêmica, forte comportamento inovador, resiliência, além de alta capacidade de adaptação às mudanças, a uma genuína preocupação com a sociedade e à preservação do planeta.
Uma competência que já é identificada como a visão estratégica para a sustentabilidade.